Escrever, para eles, era ainda moral. Hoje, muitas vezes escrever pode parecer não significar nada. Por vezes sei disto a partir do momento em que não for, confundidas todas as coisas, ir ao sabor da vaidade e do vento, escrever é nada. A partir do momento em que não for, sempre, a confusão de todas as coisas numa única por essência inqualificável escrever é nada mais que publicidade.
O Amante. Marguerite Duras.
Pedro Henrique Murad
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Literatura e Cinema
Pois o estado de graça existe permanentemente: nós estamos sempre salvos. Todo o mundo está em estado de graça. A pessoa só é fulminada pela doçura quando percebe que está em graça, sentir que se está em graça é que é o dom, e poucos se arriscam a conhecer isso em si. Mas não há perigo de perdição, agora eu sei: o estado de graça é inerente.
Clarice Lispector. A paixão segundo G. H.
Pois o estado de graça existe permanentemente: nós estamos sempre salvos. Todo o mundo está em estado de graça. A pessoa só é fulminada pela doçura quando percebe que está em graça, sentir que se está em graça é que é o dom, e poucos se arriscam a conhecer isso em si. Mas não há perigo de perdição, agora eu sei: o estado de graça é inerente.
Clarice Lispector. A paixão segundo G. H.
Assista nosso curta "Noite". Filme de animação inspirado nos contos "Noite" e "Uma vela para Dário" ambos do curitibano Dalton Trevisan. É uma abordagem ácida de uma sociedade do descaso. A contemplação pode ser boa mas pode ser odiosa também. Há paz na cidade? Na nossa humanidade? A ação se desenvolve em três espaços: a casa/a rua/o bar. Entardece, o sol se esconde atrás dos últimos telhados. É noite na cidade...
Trabalho Interdisciplinar feito por alunos do 1º período da faculdade UNA do curso Cinema & Audiovisual. Trata-se de uma animação em stop motion adaptando do...
youtube.com
domingo, 6 de dezembro de 2015
Literatura e Cinema
Que o que gasta, vai gastando o diabo de dentro da gente, aos pouquinhos, é o razoável sofrer. E a alegria de amor - compadre meu Quelemém diz. Família. Deveras? É, e não é. O senhor ache e não ache. Tudo é e não é... Quase todo mais grave criminoso feroz, sempre é muito bom marido, bom filho, bom pai, e é bom amigo-de-seus-amigos! Sei desses. Só que tem os depois - e Deus, junto. Vi muitas nuvens.
Que o que gasta, vai gastando o diabo de dentro da gente, aos pouquinhos, é o razoável sofrer. E a alegria de amor - compadre meu Quelemém diz. Família. Deveras? É, e não é. O senhor ache e não ache. Tudo é e não é... Quase todo mais grave criminoso feroz, sempre é muito bom marido, bom filho, bom pai, e é bom amigo-de-seus-amigos! Sei desses. Só que tem os depois - e Deus, junto. Vi muitas nuvens.
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
Literatura e Cinema
Precisar é sempre o momento supremo. Assim como a mais arriscada alegria entre um homem e uma mulher vem quando a grandeza de precisar é tanta que se sente em agonia e espanto: sem ti eu não poderia viver. A revelação do amor é uma revelação de carência - bem-aventurados os pobres de espírito porque deles é o dilacerante reino da vida.
Clarice Lispector. A paixão segundo G. H.
Precisar é sempre o momento supremo. Assim como a mais arriscada alegria entre um homem e uma mulher vem quando a grandeza de precisar é tanta que se sente em agonia e espanto: sem ti eu não poderia viver. A revelação do amor é uma revelação de carência - bem-aventurados os pobres de espírito porque deles é o dilacerante reino da vida.
Clarice Lispector. A paixão segundo G. H.
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